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sexta-feira, janeiro 8

Branco às sextas-feiras



Vamos procurar entender o que acontece.

Antes de mais nada na África não existe o dia Sexta Feira!

Lá a semana é composta de apenas 4 dias. Cada dia dedicado a um elemento da natureza (fogo, terra, ár e água).

Na tradição Yorubana, esses dias são chamados de Ossé cada um. São chamados os pequenos Ossés, estes dias na Semana e o Grande Ossé, um dia especial, como se fossem feriados.

Vamos fazer de conta que eu sou de Iansã, então no dia de Iansã, o dia do fogo, é meu dia de descansar, em virtude de que, neste dia, eu vou descansar de todas as outras atividades e vou me dedicar a cuidar do meu orixá protetor.

Chama-se isso do dia do pequeno ossé, que significa quase literalmente, limpar o santo, o assentamento, cuidar dele, etc...

Esse costume veio para o candomblé do Brasil, mas as pessoas "dão ossé" no seu santo e não sabem porque.

Dar ossé seria limpar o assentamento, acender velas, deitar a cabeça, fazer pedidos e sobretudo tirar o dia para ele.

Como todas as religiões; o camdomblé também tem o seu dia dedicado as suas divindades e ao descanso.

Então, convencionou-se que no Brasil guardaria-se as sextas feiras (numa alusão a sexta-feira santa onde morreu Jesus) então para o baiano toda sexta feira é santa, em certo modo, dia em que não se faz nada para deidicar-se a Oxalá.

Quanto ao vestir-se de branco é em respeito a Oxalá, pois Ele só se veste de branco, naturalmente.

Êpa Êpa Babá !

domingo, dezembro 13

Agô a bença

Final de semana comendo dendê...



Êpa Êpa Babá !

sexta-feira, novembro 27

AGÔ - NAÇÃO JEJE

Dos muitos grupos de escravos vindo para o Brasil,03(três) categorias ou nações se destacaram:

Negros Fons ou Nação Jeje
Negros Yorubás ou Nação Ketu
Negros Bantos ou Nação Angola

Cada uma dessas 03 (três) nações tem dialeto e ritualística própria. Mas, houve uma grande coligação entre os deuses adorados nessas 03 (três) nações, por exemplo:

Na Nação Jeje os deuses são chamados de Voduns
Na Nação Ketu, de Orixás
Na Nação de Angola, de Inkices

A palavra JEJE vem do yorubá adjeje que significa estrangeiro, forasteiro.

Portanto, não existe e nunca existiu nenhuma nação Jeje, em termos políticos. O que é chamado de nação Jeje é o candomblé formado pelos povos fons vindo da região de Dahomé e pelos povos mahins.

Jeje era o nome dado de forma perjurativa pelos yorubás para as pessoas que habitavam o leste, porque os mahins eram uma tribo do lado leste e Saluvá ou Savalu eram povos do lado sul. O termo Saluvá ou Savalu, na verdade, vem de "Savê" que era o lugar onde se cultuava Nanã.

Nanã, uma das origens das quais seria Bariba, uma antiga dinastia originária de um filho de Oduduá, que é o fundador de Savê (tendo neste caso a ver com os povos fons).

O Abomei ficava no oeste, enquanto Axantis era a tribo do norte.

Todas essas tribos eram de povos Jeje.

Os povos Jejes se enumeravam em muitas tribos e idiomas, como: Axantis, Gans, Agonis, Popós, Crus, dentre outros.

Portanto, teríamos dezenas de idiomas para uma tribo só, ou seja, todas eram Jeje, o que foge evidentemente às leis da lingüística - muitas tribos falando diversos idiomas, dialetos e cultuando os mesmos Voduns.

As diferenças vinham, por exemplo, dos Minas - Gans ou Agonis,Popós que falavam a língua das Tobosses, que a meu ver, existe uma grande confusão com essa língua.

Os primeiros negros Jeje chegados ao Brasil entraram por São Luís do Maranhão e de São Luís desceram para Salvador, Bahia e de lá para Cachoeira e São Félix.

Também ali, há uma grande concentração de povos Jeje. Além de São Luís (Maranhão), Salvador e Cachoeira e São Félix (Bahia), o Amazonas e bem mais tarde o Rio de Janeiro, foram lugares aonde encontram-se evidências desta cultura.

Algumas fotos da Nação Jeje no MAranhão. Êpa Êpa Babá !



domingo, novembro 22

Agô / Toda sexta-feira

Andei viajando, trabalhando, ocupado, pensativo, sem internet... mas não esqueço na sexta-feira do meu colar de contas...

sexta-feira, novembro 13

Agô - Orixás

Documentário "Orixás, os caminhos de Pierre fatumbi Verger".

Direção, roteiro, produção e montagem de Cassio Barbosa Sader, o abraço de parabéns dou(lá ele) pessoalmente segunda em Brasília. Epa bábá!

sexta-feira, outubro 30

Agô - Èdè Yorùbá

O iorubá faz parte da sub-família lingüística benue-congo, pertencente à família nígero-congolesa e é falado ao sul do Saara, na África, dentro de um contínuo cultural-lingüístico, por 22 milhões a 30 milhões de falantes.

No continente americano, o iorubá também é falado, sobretudo em ritos religiosos, como os ritos afro-brasileiros, onde é chamado de nagô, e os ritos afro-cubanos de Cuba.

No tocante à fonética, o iorubá é um idioma tonal, isto é, a freqüência sonora na pronúncia das vogais serve de parâmetro para diferenciar dois fonemas.

A ordem básica dos constituintes é Sujeito-Verbo-Objeto (SVO).

As letras c, q, v, x, z não são usadas.

Letras que se utiliza o ponto embaixo: Ọ, Ẹ e Ş

• Ş com ponto embaixo tem o som de X ou CH
• Ọ e Ẹ com ponto embaixo tem som aberto

As vogais são sete: A, E, Ẹ, I, O, Ọ, U, quando seguidas de N terão som nasal.

A acentuação é utilizada da seguinte forma:

o A é pronunciado com som aberto (agudo);
o E é pronunciado com som aberto (agudo);
o Ẹ é pronunciado com som fechado (grave);
o O é pronunciado com som aberto (agudo);
o Ọ é pronunciado com som fechado (grave);
o U é pronunciado com som aberto (agudo);
o acento agudo é pronunciado em tom alto;
o acento grave é pronunciado em tom baixo;
a ausência de acentuação é pronunciada em tom médio;
o til significa a repetição da vogal (ã = aa, õ = oo);
o sublinhado sob uma vogal indica que seu som é aberto;
o sublinhado sob a consoante S



sexta-feira, outubro 23

Agô - àkàrà




Acarajé é a comida que mais gosto da Bahia, a verdade é que sinto falta de caminhar pela Graça e comer um acará em Regina, todo final de tarde.

Sua origem é explicada por um mito sobre a relação de Xangô com suas esposas. Desta forma o bolinho se tornou, assim, uma oferenda.

Mesmo ao ser vendido num contexto profano, o acarajé ainda é considerado, pelas baianas, como uma comida sagrada. Por isso, a sua receita, embora não seja secreta, não pode ser modificada e deve ser preparada apenas pelos filhos-de-santo.

Na África, é chamado de àkàrà que significa bola de fogo, enquanto "je" possui o significado de comer. No Brasil foram reunidas as duas palavras numa só, acara-je, ou seja, “comer bola de fogo”.

Feito apenas com feijão fradinho, cebola, sal e frito no azeite de dendê fervente, não é à toa que esse misterioso bolinho tem a cor e a temperatura do fogo.

O acarajé é um alimento sagrado, oferecido a Oyá, também conhecida como Iansã, a deusa africana que controla os ventos, as tempestades, os relâmpagos e tem poder sobre o fogo.

Na religião dos orixás, os homens dialogam com seus deuses através dos sacrifícios e oferendas de alimentos. O akará é um deles e veio parar no Brasil através dos escravos africanos iorubás.

Como eram as mulheres negras que dominavam as cozinhas, não demorou para que essa e outras receitas africanas começassem a ser conhecidas e admiradas nas mesas brasileiras.

O primeiro acará, deve ser frito no azeite bem quente antes de colocá-lo, ele sempre é oferecido a Exu pela primazia que tem no candomblé. Os seguintes são fritos normalmente e ofertados aos orixás para os quais estão sendo feitos.

O acará oferecido ao orixá Iansã diante do seu Igba orixá é feito num tamanho de um prato de sobremesa na forma arredondada e ornado com nove ou sete camarões defumados, confirmando sua ligação com os odu odi e ossá no jogo do merindilogun, cercado de nove pequenos acarás, simbolizando "mensan orum" nove Planetas.

O acará de xango tem uma forma Ovalar imitando o cágado que é seu animal preferido e cercado com seis ou doze pequenos acarás de igual formato, confirmando sua ligação com os odu Obará e êjilaxeborá.

No Brasil colonial, acarajés, abarás e carurus, entre outros pratos, eram vendidos nas ruas em tabuleiros que as escravas de ganho equilibravam sobre suas cabeças, enquanto iam cantando pregões para atrair a freguesia.

Ingredientes

• 1/2 kg de feijão-fradinho descascado e moído
• 150 g de cebola ralada
• 1 colher (sobremesa) de sal ou a gosto
• 1 litro de azeite-de-dendê para fritar


Aqui uma receita de àkàrà para vocês. Bom final de semana. Epa bábá!

sexta-feira, outubro 16

Agô - Ewá



Ewá, dona dos horizontes

É valente, guerreira e formosa. Dança de modo ligeiro, imitando os movimentos de uma cobra. É a filha mais nova de Nanã. Ewá também é conhecida como Ìyá Wa. Assim como Iemanjá e Oxum, é uma divindade feminina das águas. É reverenciada como a dona do mundo e dona dos horizontes.

Ewá estava se banhando no rio enquanto suas mucamas lavavam suas roupas. De repente, um jovem vestido de branco apareceu correndo pelas margens do rio apavorado, pedido socorro a Ewá.
Desconfiada, a orixá perguntou o que estava acontecendo e o jovem respondeu que estava sendo perseguido por Iku (a morte). Ewá, vendo que o rapaz estava sendo sincero, ordenou que suas mucamas o escondessem em baixo de suas roupas que estavam sendo lavadas.

Não demorou para aparecer Iku, perguntando a Ewá se ela tinha visto um jovem passar por ali. Ewá respondeu: "você não vê que estou a me banhar? Respeite o banho da esposa do rei Omolu e respeite as fronteiras do meu reinado!".
Iku respondeu que não tinha fronteiras. Que poderia matar reis, rainhas e destruir reinados. E insistiu em saber onde estava o rapaz. Desconfiada, Ewá respondeu que o jovem tinha descido o rio e Iku foi atrás.

Debaixo dos panos

Foi aí que o rapaz saiu debaixo dos panos agradecendo a Ewá. Então ela quis saber quem era ele - e ele respondeu que era Ifá, o deus da adivinhação.

Ifá disse a Ewá que daquele dia em diante ela seria a mãe da adivinhação. Mas ele também percebeu que Ewá queria fazer uma pergunta - Se adiantou e respondeu que a orixá seria fértil... Ele estava certo.

Ewá teve um filho com Omolu.

As mulheres filhas de Ewá geralmente são belas, tranqüilas e adaptáveis, cheias de iniciativa, sensíveis e poéticas.

Sincretismo: Nossa Senhora das Neves
Dia: sábado
Cores: vermelho e amarelo
Elemento: matas
Ferramentas: ofá, espada , lança, âncora
Saudação: irò irò!
Oferendas: acaçá, água, feijão fradinho torrado com coco.

sexta-feira, outubro 9

Agô - Padê



O padê (Também conhecido como despacho) é uma cerimônia do candomblé e de religiões de origem ou influência afro-brasileira, na qual se oferecem a Exu antes do início das cerimônias públicas ou privadas, alimentos, bebidas votivas, entre outras coisas.

Exú é na verdade, o Mercúrio africano, o intermediário necessário entre o homem e o sobrenatural, o intérprete que conhece ao mesmo tempo a língua dos mortais e a dos Orixá. É pois ele o encarregado de levar aos Orixás da África o chamamento de seus filhos do Brasil.

Fica ai para vocês um video da cerimônia do Padê para abrir os caminhos dos Filhos de Gandhy antes do bloco sair na avenida no carnaval.

Em 2010 depois de 8 anos distante do meu bloco querido, volto a sair no Gandhy junto com os meus irmãos, amigos e fazer novamente as fotos do Padê...Exêu epa bàbá!!!

sexta-feira, outubro 2

AGÔ - Pierre Verger



"Quanto mais aprendemos sobre o mundo, quanto mais aprofundamos nosso conhecimento, mais específico e articuloso será nosso conhecimento do que ignoramos - O conhecimento da nossa ignorância. Essa de fato é a principal fonte da nossa ignorância: o fato de que o nosso conhecimento só pode ser finito mas nossa ignorância deve necessariamente ser infinita."
Pierre Verger

Ter vivido na bahia no périodo que Pierre Verge ainda estava vivo e não conhecê-lo foi pra mim a maior das minhas falhas nesse mundo. Exêu epa bàbá!!!

sexta-feira, setembro 25

Agô adiantado dos ibejis



Gente adianto as festividades dos meus queridos santos gêmeos São Cosme e São Damião.

Que é celebrada em 27 de setembro. Somente a igreja Católica comemora no dia 26 de setembro pois, segundo o calendário católico, o dia 27 de setembro é o dia de São Vicente de Paulo.

São originários da Arábia, de uma família nobre de pais cristãos, no século III. Seus nomes verdadeiros eram Acta e Passio.

Estudaram medicina na Síria e depois foram praticá-la em Egéia. Diziam "Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo e pelo seu poder".

Exerciam a medicina na Síria, em Egéia e na Ásia Menor, sem receber qualquer pagamento. Por isso, eram chamados de anargiros, ou seja, inimigos do dinheiro.

Foram sepultados no maior templo dedicado a eles, feito pelo Papa Félix IV (526-30), na Basílica no Fórum de Roma com as iniciais SS - Cosme e Damião.

O nome Cosme significa "o enfeitado" e Damião, "o popular".

No dia deles são servidas comidas como caruru, vatapá, bolinhos, doces, balas e são oferecidas tanto a eles como aos freqüentadores dos terreiros. Onde são associados aos ibejis.

Galera entender deles e como me entender...são meus guias espirituais e como já tinha adiantado para vocês...o dia em que Vissa nasceu..ou seja imagine o que passa nesse domingo na área...imagine faço uma semana em São Paulo domingo...Exêu epa bàbá!!!

sexta-feira, setembro 18

sábado, setembro 5

AGÔ de sexta

Candomblé - A Criação e Eu

sexta-feira, agosto 28

AGÔ - Ar e Ebós




No candomblé o Ar é essencialmente associado ao Orixá Oxalá, embora outros Orixás pertençam a este elemento, que é geralmente envolvido com questões de ética e de bom carácter.

Oxalá é o Orixá que trás em si o princípio simbólico de todas as coisas, sendo inabalável na sua autoridade e extremamente generoso na sua sabedoria.

Tem uma personalidade equilibrada, tolerante, obstinada e independente e é considerado o deus da criação, pois criou os homens e gerou muitos Orixás.

Pode ser representado de duas maneira: Oxaguiã, quando ainda jovem ou Oxalufã, depois de velho.

As oferendas (Ebós) no Candomblé estão relacionadas a manipulação do Axé (energia
universal, sagrada do Orixá) que pode ser manipulada e direcionada pelo homem
através de determinados rituais.

Essa força está presente nos reinos vegetal, mineral e animal.

Através dos ebós ao Orixá, essa força vital presentes em potência, nos elementos ofertados, é manipulada e revertida para o próprio ofertante,
fortalecendo-o.

A combinação dos elementos é fundamental para o objetivo que se pretende, cada
Orixá tem sua área de atuação e seu determinado Axé.

As oferendas a Pai Oxalá têm a função de centrar o indivíduo, equilibrando-o e
preparando-o para reorganizar sua vida.

No dia que for oferendar a Oxalá (se possível numa sexta feira). Tome seu banho pela manhã e em seguida um banho de descarrego.

Coloque uma roupa limpa e clara, procure manter uma alimentação leve, não tome cafés, refrigerantes a base de cola, chás ricos em cafeína, chocolates e todo tipo de alimento pesado ou excitante, e o obviamente não consuma bebidas alcoólicas.

Evite pensamentos e sentimentos agressivos. Tenha em mente que está fazendo uma espécie de "tratamento" nesse dia, ouça músicas suaves, queime um incenso, faça orações.

Segue para vocês...Banho para Iemanjá ajudar a conquistar as coisas que desejam:

Material:
Água morna
Folhas de Pata de Vaca
Folhas de Tapete de Oxalá (Boldo)
Mel
Flores Brancas

Lave as folhas uma a uma, coloque-as numa bacia com água, e de frente para a bacia macere as folhas esfregando uma na outra, pensando positivamente nos seus objectivos. Acrescente 8 gotas de perfume. Tome o banho do pescoço para baixo.

*Outros nomes da Pata de Vaca: Mão de vaca, pata de boi, unha de boi, capa bode ou miroró.

sexta-feira, agosto 21

AGÔ - Mãe Menininha do Gantois



Uma das primeiras coisa que aprendi a respeitar na Bahia foi o Gantois, escondido em uma rua na federação em frente a faculdade de Arquitetura.

Foi meu pai que me levou a esse lugar sagrado cheio de encantos e rodeado de energia. Não conheci mãe menininha, conheci sua filha Creusa, a qual depois de anos fiz um cartaz com sua foto para o Gantois quando ela morreu e depois conheci sua neta Mônica, já ligada a música.

Mãe Menininha foi a quarta Iyálorixá do Terreiro do Gantois, e a mais famosa de todas as Iyálorixá brasileiras, foi sucessora de sua mãe Maria da Glória Nazareth e foi sucedida por sua filha Mãe Cleusa Millet.

Ela vinha de uma longa linhagem de Iyalorixás, as chefes dos terreiros de candomblé. O Gantois foi fundado em 1849, por sua bisavó Maria Júlia da Conceição Nazaré.

Na década de 20, foi escolhida para ser a Iyalorixá do terreiro em virtude da morte de sua tia-avó, Mãe Pulchéria, enquanto se preparava para assumir o cargo, sua mãe Maria da Glória Nazareth ficou por um curto período à frente do Gantois.

Aos 29 anos, casou com o advogado Álvaro McDowell de Oliveira, descendente de ingleses. Com ele teve duas filhas, Cleusa e Carmem.


Faleceu de causas naturais aos 92 anos de idade.

sexta-feira, agosto 14

AGÔ. Fatumbi





Pierre Verger se chamava Fatumbi que quer dizer "nascido de novo graças ao Ifá". É o que passa comigo nesta sexta-feira. Vivendo um momento muito de renascimento.

Verger nasceu em Paris, mas foi na Africa que passou a viver, ver e descrever o seu novo mundo pelo olhar de sua câmera fotográfica. A primeira vez que vi seu trabalho foi no laboratório de Popô no Rio Vermelho, na sala escura sob a luz vermelha. Simplesmente fiquei louco.

Meu maior prazer foi ter feito uma exposição na Galeria Verger da Fundação Cultural do Estado da Bahia. Com fotos e um video com imagens da amazônia.

Bem...Exê ê! Baba Exê ê!

sexta-feira, agosto 7

AGÔ. Exê ê! Baba Exê ê!



José Medeiros foi fotográfo da revista o Cruzeiro, publicou trabalhos polêmicos como as cenas do ritual de iniciação de um terreiro de candomblé na Bahia.

Mas talvez mais que tudo, depois de sair da revista que o tornou conhecido pelo fotojornalismo, lançou seu livro em 1954, reeditado e hoje vendido no IMS.

Foi fundador de uma das primeiras agências de fotojornalismo do país, a Image, dirigiu a fotografia de filmes como A Falecida (de Leon Hirszman) e Xica da Silva (Cacá Diegiues), foi ensinar fotografia em Cuba e morreu na itália. Velhinho, com uma obra que eu faria tudo para ter feito. Digna de grandes mestres mundiais.

Acima, uma das fotografias do livro Candomblé. Epa bábá!

sexta-feira, julho 31

AGÔ



Epa bábá!

 Documentário "Na rota dos Orixás" de Renato Barbieri para nosso Agô de sexta.

sexta-feira, julho 17

AGÔ - Epa bábá!


Para quem não sabe sou filho de Oxaguiã.

Que é Oxalá jovem, na sua forma guerreira. Carrega uma espada, é cheio de vigor e nobreza. Seu templo principal é em Ejigbo, onde ostenta o título de rei de Ejigbo.

Oxaguiã tinha uma grande paixão por inhame pilado, comida que os iorubás chamam iyan. Por isso, chegou a inventar o pilão para que fosse preparado seu prato predileto. Seu nome significa "Orixá-comedor-de-inhame-pilado".

Sincretismo: Divino Espírito Santo
Dia: sexta-feira
Cores: branco com seguí azul
Elemento: ar
Ferramentas: escudo, espada, pilão.
Saudação: epa bábá!
Oferendas: acaçá, água, milho branco, inhame.